Os navegadores da web nem sempre são seguros por padrão
Muitos de nós ficamos surpresos ao saber que os navegadores da web não são tão seguros quanto imaginamos. “Muitas vezes, o navegador da web que acompanha um sistema operacional não está configurado com um padrão seguro”, segundo a Cybersecurity & Infrastructure Security Agency (CISA). “Muitos navegadores da web são configurados para oferecer maior funcionalidade em detrimento da segurança.” Como muitos navegadores da web não saem de fábrica com as configurações de segurança mais rigorosas, deixar de ajustá-las coloca você em risco. Quando você não pensa antes de clicar, determinados links podem expor você a ameaças cibernéticas! Então, como configurar o navegador da web para pesquisas seguras e ativar recursos de segurança para proteger melhor o seu sistema? Veja algumas dicas para navegar com segurança em um navegador protegido:
1. Verifique as configurações de segurança do seu navegador
Ao usar o Internet Explorer, o Mozilla Firefox, o Apple Safari, o Google Chrome etc., é importante seguir as práticas de segurança recomendadas pelo provedor do mecanismo de pesquisa. Embora cada navegador da web tenha configurações de segurança diferentes, a maioria permite ativar, no mínimo, a “Navegação segura”. O Google Chrome, por exemplo, pode alertar você quando um site que você está acessando puder ser nocivo. É um recurso que você não deve deixar de usar! Acesse os links abaixo para obter informações mais detalhadas sobre como atualizar as configurações de segurança do navegador de sua preferência:2. Mantenha o navegador da web atualizado
Assim como os aplicativos do seu celular, os navegadores da web precisam ser atualizados com frequência para corrigir vulnerabilidades de segurança emergentes. Seu navegador exibirá diferentes versões da correção mais recente. Veja uma imagem do Google Chrome como referência:
Esta página de configurações exibe uma marca de seleção azul ao lado do número da versão quando o navegador está atualizado. A maioria dos navegadores da web populares permite ativar as “atualizações automáticas” conforme novas versões são disponibilizadas. Para proteger o seu navegador, verifique a opção de menu “Sobre” para ver se o seu está atualizado e ative as atualizações automáticas.
3. Fique atento a sinais de uma URL suspeita
Com frequência, sites são disfarçados para parecerem empresas respeitáveis e induzir as pessoas a clicar em links maliciosos. Antes de clicar em um link, passe o cursor sobre ele e procure erros de digitação fáceis de passar despercebidos, como “WIkipedia” (em que o “i” na verdade é um “L” minúsculo), que avisam que você deve ficar longe. Observe o “s” em HTTPS, mas saiba que ele não garante que um site seja seguro. O “s” significa “secure” (seguro) e indica que as suas informações estão sendo criptografadas; o ícone de cadeado na barra de endereço também indica isso. No entanto, cerca de 40% dos sites fraudulentos atualmente têm certificados SSL, portanto isso já não é um critério definitivo. Tenha cautela mesmo ao ver o “s”, mas, com certeza, não confie em URLs que não o tenham!4. Evite clicar em anúncios
Mesmo que você ache que está em um site seguro, nem todos os anúncios em páginas da web são seguros. Cibercriminosos pagam por espaços de anúncios fraudulentos no topo dos mecanismos de pesquisa e nas barras laterais de páginas confiáveis para induzir os usuários a clicar em links maliciosos. Embora os anunciantes se esforcem ao máximo para rejeitar os anúncios de agentes mal-intencionados, alguns passam despercebidos. Clicar em um anúncio desse tipo pode instalar malware instantaneamente ou direcionar você a um site falso que parece confiável, mas captura as suas informações com más intenções. Em vez de cair em um anúncio de phishing, anote o anúncio interessante e procure a marca mais tarde no seu navegador da web seguro. Você pode até abrir uma nova guia na hora e fazer uma pesquisa rápida por conta própria!

