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O phishing é a forma de engenharia social mais comum — um termo sofisticado para quando um hacker inventa uma história muito convincente para induzi-lo a fazer algo em benefício dele ou a conceder acesso a informações privadas. De fato, mais de 3,1 bilhões de e-mails falsificados são enviados todos os dias. O phishing geralmente é praticado por e-mail, mas você também pode ser vítima dele por mensagem de texto ou ligação telefônica (smishing e vishing, respectivamente). Percebendo ou não no momento, você com certeza já recebeu e-mails de phishing. Esses e-mails costumam tentar atraí-lo para clicar em um link ou abrir um anexo que infecta o seu dispositivo com malware. Às vezes, os golpistas são extremamente diretos e simplesmente pedem suas credenciais ou informações pessoais (que audácia!). Veremos outros tipos de phishing em breve. Por enquanto, vamos nos concentrar nos golpes por e-mail — afinal, o e-mail é o meio mais comum usado por cibercriminosos para realizar ataques de phishing. EXEMPLO: Um “fornecedor” envia a você por e-mail uma fatura referente a uma compra, mas espere… algo parece suspeito. O endereço de e-mail não é realmente o do seu fornecedor - apenas é muito parecido (amy@companyname vs amyb@c0mpanyname). Na verdade, é tão parecido que você não percebeu que o endereço era falsificado até que, ao baixar o PDF anexado, instalou malware acidentalmente no seu dispositivo — ou até que o fornecedor verdadeiro lhe enviasse a fatura por e-mail e você percebesse que pagou a um golpista!

Como manter-se vigilante?

Resource image Os cibercriminosos são astutos e têm muita prática em jogar sujo. Mas você tem o poder de proteger a sua organização. Há algumas medidas que você pode adotar para evitar golpes de phishing:
  • Confie, mas verifique. Antes de responder a um e-mail que pede que você baixe algo ou compartilhe informações, confirme a identidade do remetente. Se o seu “chefe” lhe enviar um e-mail pedindo uma transferência de dinheiro, ligue para ele e confirme. Apenas certifique-se de usar um número que você já tenha salvo, e não um número incluído no e-mail possivelmente fraudulento.
  • Desconfie de links e anexos. Embora nem todos os hiperlinks ou anexos sejam maliciosos, essa é a maneira mais popular de os golpistas atingirem você. Antes de clicar em um link, passe o cursor sobre ele e verifique se a URL de destino parece legítima; se o link tiver sido encurtado (como links bit.ly ou goo.gle), proceda com cautela, pois não há como saber para onde ele levará você. Da mesma forma, nunca baixe um anexo de uma fonte que você não conhece. Se for abrir um anexo, passe o cursor sobre o arquivo e veja qual é a extensão. Se for uma extensão .exe ou um tipo de extensão que você não reconhece, como .Ink, etc. — não abra! Se o seu provedor de e-mail permitir, verifique se há vírus em todos os anexos. Por fim, se você baixou qualquer tipo de arquivo do Microsoft Office e o programa perguntar se você deseja “habilitar macros” ou “habilitar conteúdo” — não habilite! Habilitar macros pode comprometer o seu computador.
  • Se um e-mail for suspeito, denuncie! Seja porque a sua organização disponibiliza um botão “denunciar phishing” no cliente de e-mail, seja porque você precisa entrar em contato diretamente, avise a equipe de TI ou de Segurança seguindo as políticas e os procedimentos de denúncia da sua organização. O ideal é não encaminhar um e-mail de phishing para a TI (ou para qualquer outra pessoa), pois isso poderia colocá-los em risco. A última coisa que você quer é que um colega desavisado abra exatamente o link ou o anexo que lhe parece suspeito. Em vez disso, ligue ou envie uma mensagem para explicar o que está acontecendo e avisá-los. Também pode ser uma boa ideia anexar uma captura de tela do e-mail que você está denunciando.
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Dica bônus! Ao trabalhar remotamente, evite redes Wi-Fi públicas

Desconfie de redes públicas sem proteção por senha. Infelizmente, é muito fácil para um hacker experiente “falsificar” nomes de redes Wi-Fi. Aquela rede aberta pode se chamar “Starbucks”, mas será que é mesmo? Um hacker pode dar a uma rede Wi-Fi o nome que quiser! Se você se conectar a redes públicas, faça questão de não fazer login em nenhuma conta de trabalho. Se você acessar contas de trabalho em uma rede falsa criada por um hacker, poderá estar concedendo a ele acesso a tudo o que você faz. Mesmo em uma rede legítima, um cibercriminoso pode usar uma conexão Wi-Fi pública contra você. Desconfie de notificações de atualização de softwares aparentemente familiares (como o Spotify ou o seu antivírus) que apareçam enquanto você estiver conectado a uma rede pública. Podem ser mensagens falsas inseridas por um hacker para fazer com que você baixe malware. Como evitar esses ataques cibernéticos por Wi-Fi? Use sempre o seu próprio ponto de acesso pessoal ou uma VPN quando não puder usar uma fonte de Wi-Fi confiável.

Conhecimento é poder!

Ao aprender mais sobre ataques de phishing, você se equipa com o conhecimento necessário para identificar os vilões. Até algo que parece pequeno — como denunciar um e-mail de phishing à TI — pode contribuir muito para manter a sua empresa segura. Saber o que observar é uma grande VITÓRIA que merece ser comemorada, então vá tomar aquela segunda xícara de café. Você merece. Resource image